quinta-feira, 6 de outubro de 2011

INTERESSANTE


Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da invisibilidade pública.

Tese de Mestrado na USP por um Psicólogo.  O homem torna-se tudo ou nada, conforme a educação que recebe.  Fingi ser gari por 01 mês e vivi como um ser invisível.  

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da invisibilidade pública. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou  um mês como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo.
Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são seres invisíveis, sem nome.

Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da invisibilidade pública, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano.

Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão, diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço.

Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro.

Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:

E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca? E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?  

Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu.

Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de um mês trabalhando como gari? Isso mudou?

Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?

Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais.

Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.

Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.

Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe.  Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!  Respeito: passe adiante!

Fonte: Coluna de Plínio Delphino no Diário de São Paulo
Matéria postada por Alex Maia

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Visita Pastoral

 




Nossa Paróquia está se preparando para a visita pastoral que acontecerá de 09 a 23 de outubro, pelo Bispo diocesano Dom Mariano Manzana. IGREJA EM MISSÃO - a caminho do Reino


Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura.


Portanto dia 09 domingo a partir das 17:00 no largo do Posto II Melo, iremos receber Dom Mariano, em seguida caminharemos até a igreja matriz onde acontecerá a celebração de abertura da visita as 19:00. Participe vc também..

Feriado estadual no Rio Grande do Norte


emanuel amaralMonumento aos Mártires, em São Gonçalo do Amarante, deve ficar repleto de fiéis que vão reverenciar os católicos mortos em 1645Monumento aos Mártires, em São Gonçalo do Amarante, deve ficar repleto de fiéis que vão reverenciar os católicos mortos em 1645

Em maio de 2000, o papa João Paulo II beatificou os mártires de Cunhaú e Uruaçu como exemplos  de fé cristã e defensores da Igreja Católica. Naquele ano, o Governo do Estado, em resposta à uma solicitação da Arquidiocese de Natal, decretou o feriado de 3 de outubro. A data é simbólica. Foi no dia 3 de outubro de 1645, que 79 religiosos foram assassinados em Uruaçu. Dois meses antes, no dia 16 de julho, enquanto participavam de uma missa, 69 católicos foram massacrados em Cunhaú. "Os mártires foram escolhidos como padroeiros do Rio Grande do Norte devido à importância do fato. Eles foram os primeiros mártires do Brasil, por isso o nome protomártires", explica Pe. Antônio Murilo de Paiva, capelão dos mártires.

Os católicos, segundo o padre, veem os mártires como exemplo de fé e devoção. "Os mártires se assemelharam a Jesus Cristo quando decidiram morrer em nome da fé. Não há prova de amor maior que essa", diz Pe. Murilo. "No caso dos mártires de Cunhaú e Uruaçu, em um país de milhões de católicos como o Brasil, não havia santos ou pessoas que fossem espelhos da fé que move tantos fiéis por este país afora. A beatificação dos mártires foi, e ainda é, uma injeção de ânimo para os católicos, pois em meio a tantas tribulações sofridas por estas dezenas de pessoas, sua fé permaneceu inabalada frente a iminência da morte", completa Thiago Freire Costa de Melo, professor de História.
O professor explica ainda o cenário econômico que motivou a invasão dos holandeses em terras potiguares no século XVII, época dos martírios. "O RN produzia açúcar através do Engenho Potengi e já possuía um vasto rebanho bovino. Eram cerca de oito mil habitantes e 20 mil cabeças de gado que serviam para abastecer de carne todo o Nordeste", diz.

Após tomarem a Fortaleza dos Reis Magos, os holandeses passaram a chamar Natal de "Nova Amsterdã". "A imposição da religião protestante calvinista era algo inevitável", afirma o professor.  O deslocamento das forças batavas para o interior do estado aconteceu progressivamente. Nas localidades de Uruaçu e Cunhaú, agiram com violência e massacraram aqueles que, por opção, não se converteram ao protestantismo. 

O martírio será lembrando nas missas celebradas durante todo o dia de amanhã no Monumento dos Mártires. A primeira celebração acontece às 7h. Às 14h, a banda Nova Aliança fará um show, logo em seguida, se apresenta a cantora Maria do Rosário. O encerramento será às 18h com a última celebração eucarística do dia, presidida pelo arcebispo de Natal, Dom Matias.
Pesquisado no site Tribuna do Norte